A presença do mosquito Aedes albopictus, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika ou febre-amarela, está a crescer em Portugal, segundo dados recentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
De acordo com o mais recente relatório da rede de vigilância REVIVE, esta espécie invasora foi identificada em 28 concelhos em 2025, mais dez do que no ano anterior, confirmando uma expansão significativa no território nacional.
Entre as novas áreas onde o mosquito foi detetado estão concelhos da região de Lisboa, como Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, bem como municípios da região Centro, incluindo Condeixa-a-Nova e Covilhã.
Este mosquito foi identificado pela primeira vez em Portugal em 2017, na região Norte, tendo vindo desde então a alargar progressivamente a sua distribuição geográfica, passando pelo Algarve, Alentejo e, mais recentemente, pelas regiões de Lisboa e Centro.
Apesar do aumento da presença, as análises realizadas às amostras recolhidas não detetaram, na maioria dos casos, vírus perigosos para o ser humano. Ainda assim, foi identificado o vírus da dengue (serotipo 2) na Madeira, associado a outra espécie de mosquito, o Aedes aegypti.
Especialistas sublinham que a existência do mosquito não significa, por si só, a transmissão de doenças. Para que tal aconteça, é necessário que exista previamente uma pessoa infetada, que sirva de origem para a propagação do vírus.
Ainda assim, o alargamento da presença deste vetor está a ser acompanhado com atenção pelas autoridades de saúde, numa altura em que fatores como as alterações climáticas e o aumento da mobilidade internacional podem favorecer a sua disseminação.
As autoridades recomendam medidas simples de prevenção, como evitar água parada, usar repelentes e manter vigilância ativa, reforçando que a prevenção continua a ser a melhor forma de reduzir riscos.