Mais de 55% das deslocações diárias realizadas pelos residentes no Porto continuam a ser feitas de automóvel, enquanto os transportes públicos representam 23,5% das viagens, segundo o diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), ainda em fase de elaboração.
Os dados constam da proposta municipal para implementação de transportes públicos gratuitos para os portuenses, medida que permitirá viajar em toda a Área Metropolitana do Porto.
De acordo com o estudo, 56,8% das deslocações em dias úteis são feitas de carro. Já os restantes modos repartem-se entre deslocações a pé (14,1%), metro (11,7%), autocarro (11,1%), bicicleta (2%), comboio (0,7%) e outros meios (3,5%).
A Câmara Municipal do Porto considera que a gratuitidade dos transportes públicos poderá incentivar a transferência do automóvel para modos coletivos, alterando os hábitos de mobilidade na cidade.
Foram definidos três cenários de crescimento. O mais conservador prevê um aumento de 5% na quota do transporte público, enquanto o mais ambicioso aponta para 34% das deslocações urbanas, meta prevista no PMUS.
A proposta de passes gratuitos deverá ser votada na próxima reunião do executivo municipal e poderá entrar em vigor no verão.
O custo anual estimado da medida ronda os 20,5 milhões de euros, podendo subir para mais de 33 milhões caso se concretize o cenário de maior adesão.