UM “APOCALIPSE DE PLÁSTICO”: COMO O NOSSO ESTILO DE VIDA DESCARTÁVEL ESTÁ A MATAR O PLANETA

UM “APOCALIPSE DE PLÁSTICO”: COMO O NOSSO ESTILO DE VIDA DESCARTÁVEL ESTÁ A MATAR O PLANETA

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Quarta-feira, 05 Junho 2019
Notícias

Criámos um mundo viciado em plástico. Uma sociedade que descarta um saco de plástico em 15 minutos. Tudo isto com um custo que, sabemos agora, é elevado. Comemos literalmente plástico e a nossa saúde periga. Sobre estas e outras questões prementes falamos com Carmen Lima, engenheira do ambiente e Coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus. E retemos uma data: 2050. O ano em que nos oceanos haverá mais plástico do que peixe.

Há uma eloquência nos números grandes que, por si, dispensando adjetivações e enumerações fastidiosas, tem uma substancial natureza pictórica. Números pesados, que nos chegam aos olhos com a mesma força da célebre frase “uma imagem vale mil palavras”.

Neste caso, são números que nos dão a dimensão de uma tragédia anunciada. Um “apocalipse de plástico” como o descreveu o fotojornalista norte-americano Randy Olson que participou num trabalho alargado sobre esta questão para a revista National Geographic. Veja-se o número: 8 milhões de toneladas de plástico acabam anualmente nos oceanos.

Alargando a escala, das 8,3 mil milhões de toneladas de plástico que se calcula terem sido produzidas até ao ano de 2015, 6,3 mil milhões serão hoje desperdício. Entre reciclagem e incineração, apenas 21% destes resíduos terão sido tratados.

Extrapolando dos números para a realidade concreta, vemos a corporização destes dígitos nas manchas de lixo que se acumulam no Oceano Pacífico, nas dezenas de bacias fluviais afogadas em plástico, nos microplásticos no Ártico, no mesmo material encontrado no oceano profundo.

Fonte: Sapo

 

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